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É pois esta Campanha da Fraternidade um esforço de
re-educação para volvermos o olhar para o ambiente ao
nosso redor e corrigir o individualismo e o egoísmo que
sorrateiramente contaminam nossos sentimentos e nosso
agir. Precisamos soltar as amarras e alçar vôo.
A propaganda nos rádios e na televisão é tão intensa e
aliciadora que leva a um consumo desenfreado e a uma
cultura do desperdício. Perde-se a sensatez de verificar
se o que nos é oferecido com cores vivas e tentadoras é
mesmo algo de que precisamos e também se nos é útil,
pois vivemos a loucura do consumismo.
Por isto esta Campanha da Fraternidade pretende
reeducar-nos para uma vida mais sóbria e mais
responsável, sem a escravidão e a dependência dos que
perderam o senso crítico e a objetividade. Por isto
vivem com a obsessão de sempre ter mais.
Esta quaresma, conforme a proposta da CNBB, quer
levar-nos a uma “economia de comunhão” em que o lucro
seja fonte de generosidade e convite de abertura das
mãos e do coração em favor de quem nada tem. Esta é uma
lúcida, oportuna e generosa Campanha da Fraternidade à
luz da ressurreição do Senhor. Necessário pois lembrar e
entender: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.
Dom Benedicto
de Ulhôa Vieira |